Realizado pelo Departamento de Ciências Sociais, pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e pelo Departamento de Serviço Social da UFRN, o encontro tem o objetivo de reunir acadêmicos, integrantes de organizações sociais e sociedade em geral para discutir as duas décadas do Mercosul e a integração latino-americana.
De acordo com Gabriel Eduardo Vitullo, professor do departamento e do programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade, a ideia do evento é "fazer uma análise crítica dos avanços conseguidos nos 20 anos do Mercosul”. Em março de 1991, Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai assinaram o Tratado de Assunção com o objetivo de criar o Mercado Comum do Sul.
Apesar de alguns avanços, Vitullo lembra que ainda existem assimetrias entre os países-membros do Mercado. Segundo ele, a integração do Mercosul é mais voltada para a questão econômica. Para Vitullo, é preciso que o bloco vá além do aspecto econômico e comercial e se expanda para "outras dimensões e [para] abranger também aspectos políticos, culturais e sociais”.
No contexto de crise financeira, o professor aponta o Mercosul como "instrumento de autodefesa dos Estados latino-americanos”. Entretanto, lembra que é preciso avançar na integração de políticas monetárias na região. "O Banco do Sul [da União das Nações Sul-Americanas – Unasul] seria um grande passo para fortalecer os países diante da crise”, comenta. O Mercado Comum do Sul (Mercosul) é formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Além dos quatro Estados Partes, participam do bloco como Estados Associados: Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela.
O encerramento do encontro será na manhã de sábado (5), com o debate "O papel da universidade na América Latina hoje” e o lançamento do livro Crítica à razão acadêmica: reflexão sobre a Universidade contemporânea, organizado por Waldir José Rampinelli e Nildo Ouriques.
Mais informações em: http://www.sistemas.ufrn.br/portalufrn/PT/noticia/6472966


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